É comum ouvir dizer que as chamadas "modinhas" são coisas que não agregam valor permanente, algo que vem e vai embora com a mesma facilidade. Para Eder Tavares, o "Bicudo", há um esporte que faz parte do rol de eternas "modinhas", mas isso não é capaz de fazê-lo menor. É a patinação.
O próprio Eder Bicudo, que anda sobre as rodinhas há 30 anos, tem um testemunho interessante sobre o início de sua maior paixão. "Comecei a patinar em 1979, na primeira ´febre´ de patins por causa de uma novela da Globo, onde tinha patinação. Eu já andava de skate e resolvi experimentar os patins".
Em seguida, no início dos anos 1980, Eder competiu pelo circuito brasileiro de skate profissional. E como patinador, passou a participar também de campeonatos regionais. "Tive fotos minhas publicadas em revistas especializadas", relata. Além disso, ele ainda encontrou tempo para praticar patinação artística, se apresentando com alguns grupos - inclusive internacionais - pelo País afora. Para completar, "Bicudo" ainda jogou hóquei sobre patins.
Um desvio, porém, abalaria sua carreira. "Sofri um acidente de moto em 1999. Tive uma fratura exposta e uma lesão no tornozelo. Com isso, fui obrigado a abandonar o circuito profissional", relata.
Hoje, aos 47 anos, Eder é figura carimbada nos finais de semana da Avenida Beira-Mar. "Passo meus conhecimentos, de graça, para quem está começando", diz. Já nas noites de terças e quintas-feiras, ele oferece aulas de patinação para iniciantes no Centro Esportivo e Cultural Atletas da Luz, no Centro.
Eder propaga aos aficionados em suar a camisa: "com uma hora de patinação, dá para queimar 700 calorias, isso para quem está iniciando. Já um profissional chega a queimar 3, 4 mil calorias, depende da pessoa". E acrescenta: "patinação é para todos; para quem quer baixar o ´bucho´, para quem quer dançar, se divertir... E limite de idade, só há o inicial, que é a partir dos quatro anos. Tem patinadores com 80, 90 anos", assegura o veterano.
EQUIPAMENTOS
Estado ainda pode crescer bastante na patinação
Mesmo voltando a estar na moda, a patinação no Ceará ainda enfrenta limitações similares às de outros esportes ditos amadores, conforme depoimento do patinador Éder Bicudo, que também é presidente da Federação Cearense de Patinação (FCP).
"Não tem local apropriado para andar. A gente anda mesmo no calçadão, não tem uma quadra própria para patinação, o que seria o ideal. Só tem aquela de hóquei, próxima à Estátua de Iracema. Mas lá é todo o tempo ocupada", lamenta.
Mesmo assim, o patinador consegue ver motivos para comemorar. Ele informa que há um crescimento significativo de praticantes do esporte, especialmente na categoria livre. Prova disso é o aumento no número de lojas especializadas na venda de equipamentos para patinação. "E a tendência é aumentar bastante (o mercado para o esporte), com a construção de várias pistas em todo o Ceará, inclusive, vamos ter a maior do Norte-Nordeste aqui em Fortaleza". Éder se refere a um projeto da Secretaria do Esporte do Estado (Sesporte), que deve entregar, até 2010, 21 equipamentos de padrão internacional para a prática do skate e da patinação. Ontem, por sinal, foi inaugurada a pista do município de Amontada, própria para as categorias Street, com obstáculos, e Half Pipe (rampa com um formato em "U"). Bicudo lembra que em Sobral já há um equipamento dessa natureza e, quando forem inaugurados os outros, o Ceará poderá se aproximar de Estados mais desenvolvidos em termos de esportes radicais, como Rio de Janeiro e São Paulo e com eles realizar intercâmbios. "A gente pretende organizar uma etapa do Circuito Nordestino de Patinação Radical, no ano que vem", informa.
Juazeiro do Norte e Campos Sales já haviam sido contempladas com suas pistas.
FIQUE POR DENTRO
Patinação possui vários estilos, mas somente uma rainha
Na patinação de competição, existem basicamente sete estilos: o Livre ou Passeio, ampla-mente adotado para quem deseja manter a forma; o "Street", que se utiliza de rampas, parques e equipamentos urbanos; o Radical de Rampa, ou Vertical; a Artística; de Velocidade; o Hóquei, que é dividido entre o tradicional (com quatro rodinhas e eixo) e o Inline. Neste, um dos grandes destaques é a brasileira Fabíola da Silva. Aos 30 anos, a patinadora atingiu um nível tão alto no "half pipe", que compete entre os homens. "Hoje, quando tem competição onde a Fabíola está, os caras chegam perguntando: ´a Fabíola tá aí?´ Porque a galera já sabe: só vai dar para se classificar de segundo ou terceiro para baixo", afirma Eder Bicudo.
Enquanto no Brasil, os competidores ainda padecem da falta de apoio, a atleta nascida em São Paulo encontrou o reconhecimento por seu talento e desempenho nas pistas de esportes radicais nos Estados Unidos.
Prova do prestígio de Fabíola no esporte, foi criada, em 2000, a "Regra da Fabíola", que passou a permitir que mulheres se classificassem junto com os homens nas provas verticais.
"Ela mudou a forma das pessoas julgarem. Não tem essa, não. Mulher pode se sair melhor que homem? Pode, sim. Tá aí o exemplo: oito vezes campeã do mundo. Ela é a melhor patinadora e tem até boneca e videogame!", diz Eder Bicudo.
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Essa é uma sigla que gera muitos questionamentos para quem está comprando um patins ou precisa de rolamentos novos. Afinal de contas, o que é ABEC ?
O objetivo desse post é o de tirar algumas dúvidas e falar um pouco sobre rolamentos, mais especificamente sobre a sigla ABEC. Pois existe um estudo muito vasto e técnico sobre o assunto e para que a leitura não fique maçante vou tentar falar apenas do que realmente interessa para nós patinadores.
ABEC nada mais é que uma sigla cujo significado é Annular Bearing Engineering Committee or Council (Comitê de Engenharia de Rolamentos Anulares), legal, mas o que esse comitê tem a ver com especificação de rolamentos ?
Bom, foram eles que estabeleceram normas de tolerância e precisão de rolamentos. Todo rolamento ABEC é tido como rolamento de precisão, ou seja, eles foram fabricados seguindo especificações mais rigorosas, visando maior performance, por isso é utilizado nos nossos patins, skates, patinetes, etc...
A escala ABEC segue a seguinte ordem: ABEC 1, ABEC 3, ABEC 5, ABEC 7, ABEC 9.
Quanto maior o número atribuído, maior a precisão no processo de fabricação do rolamento. Uma pergunta que deve surgir neste momento: Essa escala afeta na velocidade do meu patins ou skate ?
Não, para a velocidade que andamos ou corremos todos os ABEC apresentam o mesmo desempenho, pois este é um tipo de rolamento desenvolvido para altas rotações, o limite de rotação de um rolamento 608 (o que usamos) é de 32.000 RPM, isso traduzido em velocidade seria algo em torno de 531,08 km/h, ou seja, a velocidade que conseguimos atingir está muito abaixo da capacidade máxima que o rolamento pode oferecer.
Os fatores que mais influenciam na velocidade final são: a qualidade do material que foi utilizado na fabricação, o tipo de lubrificante utilizado, as condições de conservação, etc...
Enfim, é mais importante saber a procedência do rolamento (se ele foi fabricado por uma empresa confiável, e de nome no mercado) do que a escala ABEC do mesmo. |